QSObook ganha identidade própria e uma nova beta

novembro 07, 2026

O QSObook está começando a ganhar uma cara própria. Além das mudanças no registro de contatos e no mapa, tenho trabalhado na apresentação do programa e em uma forma mais organizada de colocá-lo à disposição de quem quiser experimentar.

A versão v0.1.0-beta.4 já foi publicada. Ela reúne a nova tela de Registros, os filtros do mapa e os ajustes visuais. Queria aproveitar esse momento para contar um pouco das escolhas que estou fazendo no caminho.

Uma identidade que combina com o caderno

O projeto ganhou uma marca em SVG e um pequeno símbolo de casa para a referência de cidade no mapa. São elementos próprios do QSObook, feitos para acompanhar essa ideia de caderno de rádio.

Continuo buscando uma aparência discreta: cores suaves, campos organizados e poucos caminhos principais. O que quero destacar é a informação que a pessoa está preenchendo, sem transformar cada tela em uma coleção de botões.

Tela móvel de Registros do QSObook com a nova marca, campos em duas colunas e controles arredondados.

Nova tela de Registros em largura de celular. Captura original do projeto, com dados fictícios de demonstração.

No celular, o formulário usa duas colunas onde cabe, controles arredondados e ações com área de toque maior. Isso é um avanço da interface pelo navegador. O aplicativo Android nativo continua como um plano futuro; ainda não é o que estou disponibilizando nessa beta.

Fonte aberta, incluída no próprio programa

Uma escolha que faço questão de mencionar é a Atkinson Hyperlegible, incluída localmente em versões regular e negrito, sob SIL Open Font License 1.1. A licença e os créditos acompanham o projeto.

Quero cuidar da leitura sem depender de uma requisição a um serviço de fontes toda vez que a aplicação abre. Os dois arquivos somam cerca de 47 KB e acompanham os recursos do programa.

Isso não resolve sozinho todas as necessidades de acessibilidade, que continuam exigindo avaliação e melhorias. É uma escolha concreta para trabalhar a legibilidade dentro da proposta de usar recursos abertos e manter o funcionamento local.

Os nomes dos países também vêm de uma lista local, baseada em dados Unicode CLDR, com sua licença preservada. A pessoa escolhe o idioma da interface entre português, inglês, espanhol e francês sem enviar os dados do caderno para um tradutor.

Uma beta para conhecer o projeto

A publicação da beta organiza arquivos de instalação para Linux AMD64 e ARM64, com imagens de contêiner. Para esse caminho, não é preciso compilar o código localmente. As instruções e os requisitos ficam no guia de instalação da beta.

Continuo tratando essa etapa como teste e aprendizado. Há trabalho automatizado de verificação, mas isso não substitui a experiência em equipamentos diferentes nem significa que todos os problemas possíveis estejam resolvidos.

Se você quiser conhecer, comece com dados fictícios e leia as orientações da versão escolhida. Um relato dizendo onde um formulário ficou confuso ou o que poderia ser mais direto já ajuda a transformar curiosidade em melhoria concreta.

Atualizar também envolve cuidar do histórico

A beta 4 traz uma mudança na estrutura do banco de dados, da versão 4 para a 5. O projeto inclui a migração para preservar os cadastros, contatos e vínculos existentes, mas a atualização deve começar pela cópia do banco com a aplicação parada, seguindo o guia.

Um banco já atualizado não pode ser aberto diretamente por uma beta anterior. Por isso, vale manter a cópia feita antes da atualização junto dos arquivos da versão que estava em uso.

Esses detalhes fazem parte da autohospedagem. Quero tornar o caminho mais compreensível e documentado, sem esconder que o histórico dos contatos merece cuidado. A instalação também não muda automaticamente só porque publiquei código novo no GitHub; quem usa escolhe quando atualizar.

Um projeto livre cresce com participação

Ainda faltam recursos importantes, como importação, exportação e ADIF. Prefiro deixar isso visível e seguir trabalhando na base, em vez de apresentar uma lista de possibilidades como se tudo já estivesse pronto.

O que me anima é ver o programa tomando forma sem perder a ideia inicial: algo simples que funcione e que possamos estudar, usar e melhorar. O código continua aberto sob AGPL-3.0, e a distribuição oficial é gratuita.

Conheça o QSObook e acompanhe as versões. Se gostar da proposta, compartilhe com colegas radioamadores, deixe uma estrela no repositório ou participe com uma sugestão. Quero continuar dividindo essa construção aqui no Balaio, um passo de cada vez.

Captura: projeto QSObook, com dados fictícios. Licenças e créditos dos componentes.